quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Odeio-me

Odeio-me!
Odeio não conseguir ser indiferente,
Conseguir ser menos gente,
Menos verdadeira.

Odeio-me!
Odeio não conseguir guardar,
Ter que falar,
Ter que chorar,
Por coisas pequenas.

Odeio-me!
Porque coisas malditas me sufocam e engasgam.
Perco o controle,
Perco a razão,
Por coisas que não deveriam nem me afetar.

Odeio-me!
E odeio sentir esse ódio de mim por não ter controle
Ou ter muito
O descontrole fica só dentro de mim.
E o pior é q sei q é assim

Dividida em partes,
Faltante,
Desviante,
Errante,
E nessa angústia que não tem fim.

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