quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Odeio-me

Odeio-me!
Odeio não conseguir ser indiferente,
Conseguir ser menos gente,
Menos verdadeira.

Odeio-me!
Odeio não conseguir guardar,
Ter que falar,
Ter que chorar,
Por coisas pequenas.

Odeio-me!
Porque coisas malditas me sufocam e engasgam.
Perco o controle,
Perco a razão,
Por coisas que não deveriam nem me afetar.

Odeio-me!
E odeio sentir esse ódio de mim por não ter controle
Ou ter muito
O descontrole fica só dentro de mim.
E o pior é q sei q é assim

Dividida em partes,
Faltante,
Desviante,
Errante,
E nessa angústia que não tem fim.

sábado, 10 de janeiro de 2009

É assim

Amigo,
Tão perto quanto longe.
Abrigo,
Tão seguro quanto perigoso.
Alegria,
Tão real quanto irreal.
Sentimento,
Tão insano quanto puro.

Estranho sentimento
Confuso e doido no peito.
De uma forma surpreendente fico...
Sem palavras.

Não achei q ia perder
Mas perdi
Achei que não ia sofrer
Mas sofri

E se foi...
Deixando um toque de arte,
Um toque de vida,
E pra sempre uma saudade.